Se você administra uma rede, uma vez ou outra deve ter se deparado com a necessidade de enviar mensagens para os terminais dos usuários, comunicando a suspensão de algum serviço, ou algum outro comunicado. Me lembro de meus tempos de UNICAMP que algumas ocasiões tinha o trabalho interrompido por atualizações nas estações do Instituto de Física (IFGW), embora não fossem muito comum.
Posts Categorized ‘Dicas’
Recentemente tive que transferir uma grande quantidade de arquivos para um colega onde era necessário manter as permissões e proprietários destes arquivos. O dispositivo para transporte do conteúdo foi um HD externo formatado em VFAT ou NTFS (já não me lembro), compatível com o Windows, no entanto sem recursos para armazenar as informações como desejava.
A solução apresentada aqui é o uso de uma arquivo como imagem de disco, onde se pode formatá-lo em jfs, ext3, … ou qualquer outro sistema de arquivos compatível com o unix, e assim armazená-lo em um disco VFAT/NTFS sem dificuldade.
Inicialmente crie uma imagem com o comando dd, conforme a linha abaixo:
71680+0 registros de entrada
71680+0 registros de saída
4697620480 bytes (4,7 GB) copiados, 82,154 s, 57,2 MB/s
os parâmetros passados foram:
- if=/dev/zero – input file será o dispositivo /dev/zero. Isto fará com que a imagem seja preenchida com zeros;
- of=/media/dispositivo_vfat/imagem.img – output file será o arquivo imagem.img, a imagem de disco gerada. É aconselhável que a imagem seja criada diretamente no dispositivo de armazenamento, no caso o HD externo;
- bs=64k – block size é o tamanho dos blocos na imagem, 64×1024 Bytes. Isto define o tamanho dos blocos lidos e escritos na imagem a cada requisição de leitura e escrita;
- count=70k – com este último parâmetro fica determinado o tamanho da imagem, definindo o número de blocos que a imagem terá, vaja abaixo.
O tamanho da imagem será definido pelo tamanho dos blocos e o número deles:
bs x count = 64k x 70k = 4.480MB ou bs x count = 64 x 1024 x 70 x 1024 = 4.697.620.480B = 4,7G
Praticamente o tamanho de um DVD convencional. A criação da imagem deve demorar pouco mais de 1 minuto, dependendo do dispositivo de armazenamento utilizado e de seu hardware.
Em seguida formate a partição com o sistema de arquivos de seu gosto com o comando mkfs. Neste texto vou usar o jfs:
/sbin/mkfs.jfs version 1.1.15, 04-Mar-2011
Warning! All data on device imagem.img will be lost!
Continue? (Y/N) y
-
Format completed successfully.
4587520 kilobytes total disk space.
A montagem deve ser feita com o comando mount como em qualquer outro dispositivo:
A imagem montada não poderá ser escrita por outros usuários que não o root. Caso deseja que algum usuário escreva nala, você pode criar um diretório na imagem montada e lhe transferir a propriedade da pasta. Algo como:
root@khelben:# chown rudson:users /mnt/hd/rudson/
root@khelben:# ls -la /mnt/hd/
total 8
drwxr-xr-x 3 root root 8 Dec 4 13:13 .
drwxr-xr-x 13 root root 96 Sep 11 20:42 ..
drwxr-xr-x 2 rudson users 1 Dec 4 13:13 rudson
chower
Após isto você pode gravar o que desejar em sua imagem, preservando as permissões.
Por muito tempo resisti em usar partições ntfs ou vfat, sempre formatando meus dispositivos nos mais diversos sistemas de arquivo disponíveis no Slackware. No entanto a pressão, principalmente da industria, é grande e não se faz eletrônicos com acesso a outros tipo de sistema de arquivos que não seja os da MS. Acho isto uma tolice, uma dependência alimentada pela indústria a qual não se preocupa com os clientes, apenas repassa este custo ao consumidor. Não vejo motivo para não se fazer “drivers” para os sistemas da MS ler e gravar outros sistemas de arquivo. Mas isto parece uma gerra perdida.
Como em qualquer sistema operacional, usar o GNU/Linux também pode ser muito inseguro e destrutivo se feito sempre através do usuário root, ou de qualquer outra conta com poderes de administrador do sistema. Mas por outro lado, pode ser muito tedioso ter que entrar com senhas a toda instalação ou configuração no sistema.
Algumas distribuições, como Ubuntu e derivados, utilizam muito o sudo para executar comandos com superusuário e nem mesmo permitem o login como root, por padrão. Isto com certeza é uma boa estratégia de segurança, mas há situações em que é bem mais produtivo acessar a conta do root, através do comando su.
Fevereiro 21, 2009 at 5:53 pm
Slackmirror 3.x – versão Python
- Tags: Packages, Python, slackmirror, Slackware
Seguindo a minha febre Python, passei mais este aplicativo para uma versão escrita em Python. Tive que fazer algumas mudanças mas no final o aplicativo ficou bem mais simples e fácil de implementar. Agora o slackmirror permite gerenciar cópias dos espelhos do Slackware, Slamd64 e Bluewhite64, com apenas um comando.
Já passei tanto desconforto com o NSPluginWrapper que durante um bom tempo usei apenas Firefox 32bits em meu Slamd64. Para quem não o conhece, o NSPluginWrapper é um aplicativo que permite usar plugins de plataformas i368 em sistema x86_64.
A muito tempo que observava que o scp não funcionava enquanto existisse o arquivo ~/.bashrc. Como não uso o scp com muita freqüência, nunca me incomodei em renomear o .bashrc, enquanto o usava. Mas um dia destes resolvi pesquisar para entender os motivos do problema.
Em meio a discussões pela rede encontrei algumas informações que me pareceram mais razoáveis. Não encontrei nada no manual do scp, e nem muita coisa no manual do bash para poder confirmar, mas a os testes indicam que o caminho é este.
Abril 30, 2008 at 12:53 pm
Trocando o título da aba do konsole pela linha de comando
Uma característica interessante do konsole é a facilidade com que se pode trocar o nome na aba do console, via comando echo do shell. Isto possibilita que programas em bash shell alterem o nome na aba, em tempo de execução, para apresentar algumas informações de relevância. Por exemplo, o Slackmirror mostra, na aba do console em que está rodando, o nome da distribuição, versão e a porcentagem concluída da atualização do espelho.